O Pôr do Sol no Alentejo




Foi através da lista dos Amigos do UMM que nasceu a ideia de fazer um passeio até á futura Barragem do Alqueva antes que a zona abrangida pela albufeira ficasse submersa. A ideia era ir de Lisboa até lá em TT (na medida do possível).


Para mim e para a Cristina foi o regresso ao Alqueva mas para muitos era a possibilidade de conhecer aquele que será o maior lago artificial da Europa. 

 

A nossa viagem começou logo à saída da ponte de Vila Franca de Xira onde entramos em terra em direcção à lezíria. Este percurso era maioritariamente estradão, o que servia o nosso objectivo para uma viagem mais rápida. Aqui pudemos apreciar a lezíria Ribatejana e o estuário do Tejo. 

 


Daqui seguimos em direcção a Benavente, Barrosa, Biscainho, Amoreira, Salgueirinha e S. Torcato onde fizemos uma pausa para almoçar e exercitar as máquinas que estavam ávidas e emoção pois o percurso não apresentava ainda grandes dificuldades. Antes do almoço o Paulo aproveitou para nos mostrar os ângulos que o seu UMM tem passando uma vala sem tocar em nada enquanto que as outras máquinas se esforçavam para passar o mesmo obstáculo. 

 


Já com as forças retemperadas avançamos, desta vez já sem road book o que nos obrigou a descobrir vários caminhos fora de estrada que servissem os nossos objectivos e assim avançamos até próximo de Arraiolos (já com algumas dificuldades causadas maioritariamente pela lama) de onde partimos em direcção a Évora por alcatrão. Aqui o Paulo apanhou um enorme susto pois saltou um semi eixo do UMM. Felizmente sem consequências pelo que após chamar o reboque continuamos viagem. 

 
Estava a anoitecer quando chegamos á Barragem do Monte Novo onde acampamos. Já depois de montado o acampamento e quando nos preparava-mos o churrasco para o jantar eis que aparece a guarda florestal para averiguar as nossas intenções. 

Feitas as explicações foi-nos permitido continuar no local com a promessa que não sairíamos dali até de manhã e que o local ficaria limpo. (Esta questão nem se coloca mas ficamos algo desgostosos ao constatar que outros  frequentadores do local não tem essas preocupações, como se pode constatar pelas fotos anexas).

 

Após o jantar aproveitamos para nos conhecer melhor numa amena cavaqueira à volta da Fogueira enquanto que outros se recolhiam para descansar (afinal o dia tinha sido longo e já contávamos com algumas emoções).

De salientar que apesar de nos prepararmos para dormir dentro dos jipes (o dia havia sido bastante chuvoso e o céu estava algo ameaçador) a noite foi espectacular e dormimos todos bastante bem. Pelo menos até cerca das oito da manhã quando uma manada de vacas resolveu que já era altura de acordarmos e nos brindou com os seus chocalhos e MUUUU´s característicos. Até parecia que iam entrar pela tenda dentro.

 

Após um magnifico pequeno almoço campestre dirigimo-nos a Reguengos de Monsaraz onde o nosso amigo Artur Guerreiro (a quem agradeço aqui o apoio) nos forneceu as dicas necessárias para chegar até à Barragem. Um percurso que eu já conhecia mas que é muito mais aliciante com agua. 

 

Aqui as dificuldades aumentaram, obrigando a ligar a tracção para passar algumas zonas de agua e lama e mesmo algumas subidas mais traiçoeiras. Havia mesmo algumas trialeiras a obrigar a alguns cuidados. 

 

 A partir de determinada altura aproximamo-nos do Guadiana que corria com alguma corrente ao nosso lado e onde pudemos começar a ver as zonas que vão ficar submersas. 


A paisagem é espectacular e nos trilhos existentes há algumas pendentes com uma inclinação grande que obrigaram a recorrer á tracção e ás redutoras para vencer os obstáculos. Nada que assuste os participantes, muito menos os UMM´s. 

Após vários quilómetros de paisagens ao mesmo tempo belas e agrestes a fome começou a apertar e paramos novamente para outra churrascada que fez as delicias dos participantes.

Após mais algumas valas e passagens de agua terminamos o Road Book, sendo necessário recorrer á memória da minha anterior visita a este local (e ás preciosas notas do Artur), para descobrir o caminho certo e avançar até ao Degebe (afluente do Guadiana) que apesar de levar um caudal grande permitiu a passagem do seu curso sem problemas fazendo as delicias de todos os intervenientes. 

Finalmente, e depois de nos perdermos mais uma vez (a memória começava a falhar) eis que chegamos ao nosso objectivo: 

O Paredão da Barragem.


Alberto Sequeira
(Texto e fotos )


 

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