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No passado dia 29 de Setembro, Sábado, realizou-se o 4º Raid Audio TT deste ano. Tratou-se de uma primeira saída para a zona de Melgaço / Castro Laboreiro.


Vista sobre Melgaço 

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Contando com a participação de 18 jipes, maioritariamente UMM, envolveu 52 pessoas (as caras começam a ser quase sempre as mesmas…) “armadas” de uma boa disposição a toda a prova e prontas para passar um dia agradável.

Nos montes à volta de Melgaço 

Para ver o álbum completo clique aqui... De acordo com o que é habitual nos percursos preparados pelo Audio TT, o dia prometia a possibilidade de passear calmamente por zonas de beleza fora do comum, fazendo várias paragens para permitir o convívio entre os participantes, e incluiria 4 ou 5 pontos mais “quentes” para por à prova as capacidades das máquinas e, principalmente, a perícia dos condutores.

 

A concentração em Melgaço 

Para ver o álbum completo clique aqui... A concentração teve lugar junto ao mercado de Melgaço, estando marcada para as 9h30m. Foram distribuídos os Road-Books e feitas as recomendações da “praxe”, enquanto se aguardava pelos mais atrasados, saindo para a 1ª etapa cerca das 10h.

1ª Etapa
Esta etapa fazia a ligação entre o centro de Melgaço e as Termas do Peso, onde seria servido o pequeno almoço, utilizando-se a Albergaria aí existente para este fim. O percurso levou os participantes a percorrerem vários caminhos nas proximidades do Rio Minho e serviu também para um 1º contacto com as vinhas de Alvarinho, uma das principais fontes de riqueza desta região.
 

Atravessando uma ponte      

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Foi também a oportunidade para tomar contacto com alguns vestígios da ocupação Romana, tendo sido atravessada uma ponte por eles construída e que ainda se encontra operacional.

2ª Etapa
Com início nas Termas do Peso, levaria os participantes até uma zona onde existiam 2 alternativas. Trata-se de um percurso que alternava zonas em terra com bocados em asfalto e incluía 3 pontos um pouco mais complicados. O 1º surgiu da necessidade de ultrapassar uma curva bastante fechada, numa zona a subir significativamente, e onde o piso era uma mistura de terra solta e lama, incluindo ainda algumas valas “para ajudar”… Um pouco mais à frente recomendava-se a subida de um corta fogo, curto, mas bastante inclinado e com terra solta, dificultando a obtenção da necessária tracção. 

  Resolvendo os problemas no LR e no Samurai
Para ver o álbum completo clique aqui... Foi aqui que foram efectuadas 2 reparações de emergência (já começa a ser uma tradição ser necessário fazer reparações de emergência durante estes passeios…). Um dos Suzuki Samurai tinha a tampa do radiador danificada e deitava a água toda fora, começando a sobre-aquecer. Com uma boa dose de improviso, lá se conseguiu arranjar um novo vedante para a tampa e o problema ficou resolvido. O “caso” mais complicado aconteceu quando o Land Rover série 3 começou a “arder” deitando uma enorme quantidade de fumo do compartimento do motor… Depois de controlada a situação, verificou-se que a causa de tal incidente era um fio que estava ligado ao alternador e cujo isolamento tinha derretido por estar encostado ao bloco do motor, provocando um curto-circuito. Também neste caso foi possível resolver o problema e o LR lá nos acompanhou até ao final. 

Descendo o corta-fogo        

Para ver o álbum completo clique aqui... O 3º “ponto quente” era uma descida com valas longitudinais bastante profundas, obrigando a uma condução milimétrica para evitar que o jipe caísse dentro delas.

Esta etapa permitiu ainda desfrutar de vistas magníficas, principalmente quando o percurso andava pelos cumes dos montes, e continuar a percorrer as famosas vinhas de Alvarinho, nas partes mais baixas das encostas.


3ª Etapa
A 3ª etapa era constituída por 2 alternativas. Uma delas era feita completamente em asfalto e destinava-se a quem não achasse conveniente fazer a alternativa mais complicada, não tendo por isso qualquer aspecto que mereça ser referido.
A alternativa mais complicada, era mesmo complicada… O problema consistia em conseguir atravessar uma zona com cerca de 300 metros, onde o caminho era de tal maneira estreito que os jipes não cabiam no trilho. 

Este caminho era ladeado, do lado direito, por um muro em pedra e, do lado esquerdo tinha um talude de terra e pedras com cerca de 60 ou 70 cm, e que continuava a subir, dado que o trilho tinha sido feito numa encosta. Para se passar, era necessário passar com 2 rodas por cima do talude, provocando uma inclinação lateral muito próxima dos limites dos jipes, e com o lado contrário do jipe a escassos milímetros do muro de pedra. 

Mesmo estando conscientes dos riscos envolvidos, pois o assunto foi longamente “discutido” antes de cada um fazer a sua escolha, a maioria decidiu “arriscar” e fazer a alternativa mais complicada… 

Felizmente não houve “acidentes especiais”, mas mesmo assim ainda houve 3 jipes que experimentaram se o muro estava bem seguro e alguns condutores chegaram ao fim um bocadinho mais pálidos, embora dissessem que tinha sido espectacular e que estavam muito satisfeitos por terem escolhido aquele caminho…


   Uma casa "diferente" 

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 O caminho terminava num pequeno largo de uma aldeia onde eram visíveis um conjunto de 3 ou 4 casas totalmente construídas com granito, inclusive o telhado. 

4 ª Etapa
Fazia a ligação entre o final das alternativas e Castro Laboreiro, passando ainda por Lamas de Mouro. Percorrida quase exclusivamente em asfalto, não tinha nenhum ponto que apresentasse dificuldades e foi percorrida em bom ritmo, tendo servido para continuar a tomar conhecimento com esta região do país, que bem merece ser mais conhecida.

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O almoço foi servido na Estalagem situada no centro de Castro Laboreiro, numa posição privilegiada, pois permite desfrutar de vistas bastante interessantes, nomeadamente para o monte onde se situa o Castelo.

Constituído por uma carne assada de “comer e chorar por mais”, devidamente acompanhada pelo magnífico néctar desta região (para quem não preferiu outras bebidas…), acalmou os estômagos que já vinham a reclamar, tendo apenas como “aspecto negativo” o fazer diminuir drasticamente a vontade de continuar o passeio, apetecendo mais ficar a descansar, enquanto se fazia calmamente a digestão, do que continuar “aos saltos” pelos montes…

5 ª Etapa
Com início em Castro Laboreiro, iria permitir percorrer a zona de planalto, junto à linha de fronteira que divide Portugal da Galiza, incluindo mesmo um trilho de alguns km já do lado de lá da fronteira, embora a escassos metros desta, vindo terminar novamente no ponto de partida.

  Muita lama... e nenhuma tracção!... 
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Constituída maioritariamente por estradões relativamente em bom estado, tinha contudo 2 ou 3 bocados em que as dificuldades estavam presentes, para quem quis, pois tinham sempre alternativa fácil mesmo ao lado. Os 2 pontos mais quentes consistiam numa zona particularmente “trialeira”, com grandes valas, e numa zona pantanosa, onde só 5 jipes “tentaram a sua sorte”, ficando todos completamente “atascados”, só saindo à custa de muito trabalho de guincho, o que atrasou significativamente o passeio.

Este é um percurso bastante interessante no que respeita ao contacto com a natureza, pois atravessa uma zona completamente desabitada e que tem um tipo de vegetação característica de zonas que ficam completamente cobertas por neve durante o Inverno. 

 

6 ª Etapa
Esta etapa trazia os participantes de volta a Melgaço, partindo de Castro Laboreiro. O percurso, subindo ao topo de um dos montes mais altos desta zona, permite ver paisagens de “cortar a respiração”, embora, neste caso, tenha sido feito já de noite, o que retirou um bocado do seu interesse…

Admirando o "espectáculo" ...!     

Para ver o álbum completo clique aqui... De qualquer modo, a descida até Melgaço, é feita por um trilho com piso bastante difícil, devido às muitas pedras e valas que têm, juntamente com o facto de ser ladeado, ora de um lado, ora do outro, por zonas particularmente escarpadas e íngremes, justificando uma condução particularmente cuidadosa, de modo a evitar que o jipe corra risco de cair pela escarpa abaixo. O perigo é relativo, uma vez que, desde que haja cuidado, é perfeitamente possível mantê-lo dentro do trilho certo.

Jantar
O jantar de encerramento decorreu na mesma Albergaria onde se tinha tomado o pequeno almoço, e era constituído por um bacalhau que estava bastante bom. O problema foi que a maioria das pessoas ainda não tinha fome, pois o almoço tinha sido tão bom e farto, que ainda não tinha sido completamente desgastado, levando a que tivesse sobrado imensa comida…
No final, a satisfação era patente em todos, dizendo que a decisão de ir até esta maravilhosa região tinha sido muito interessante e que deveria ser repetida em anos seguintes, ao mesmo tempo que se perguntava quando será o próximo passeio do Audio TT e procurando reservar, desde logo, lugar para o mesmo. 


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Rui Martins (Clube Audio TT)
4 de Novembro 2001 



 

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