O Amigo e Companheiro Paulo Alves, do Fórum-TT, proporcionou-nos esta série de imagens, que agradecemos, e que nos facultam a possibilidade de apresentar mais uma "exemplar" ilustração das agressões paisagísticas e ambientais, que impunemente se continuam a praticar, de Norte a Sul, por este nosso País fora.


38º 53,67228' N 9º 06,5090' W

 

Temos a obrigação moral de denunciar este tipo de agressão ambiental e paisagística que frequentemente testemunhamos quando passeamos por "montes e vales", nos trilhos do nosso País, particularmente nos locais de maior pressão populacional e urbana, a que um amigo costuma chamar "Os Oásis dos patos bravos"...

 

 "Incrível falta de fiscalização ...." (Foto de Paulo Alves - Fórum-TT) 

Aproveitamos a oportunidade para agradecer a Helena Simões, consultora de ambiente da NATURLINK - a ligação à Natureza, a colaboração e o apoio técnico que nos prestou.


"Um bom exemplo de como se pode estragar uma boa paisagem..." 
(Foto de Paulo Alves - Fórum-TT)


Reciclar é preciso... Mas vamos dar a palavra ao consultor do ambiente da NATURLINK: 

" Relativamente aos pneus, existem em Portugal empresas recicladoras que utilizam a borracha reciclada para pavimentação de estradas e também para a criação de placas utilizadas no revestimento da mais variada gama de pisos, como por exemplo, ginásios ou parques infantis. Infelizmente ainda é onerosa a utilização deste tipo de tecnologias e ainda não se definiu em concreto como se afectará este custo aos produtos novos. Encontrará os contactos de algumas destas empresas em: Reciclagem de Pneus e Aproveitamento de aparas de borracha." (...) 

Em Portugal ainda não se consegui fazer vingar a figura económica e social "do poluidor/pagador". A realidade actual é pouco animadora e todos nós, enquanto automobilistas, enfrentamos o problema real da poluição provocada pelos detritos residuais das nossas viaturas, particularmente óleos queimados, baterias e pneus inutilizados. que normalmente endossamos a quem nos presta os serviços de manutenção ou substituição. Pagamos os custos da eliminação desses resíduos, mas depois não temos nem a capacidade nem a vontade de saber qual o destino final que lhes é dado . 

(...) " Infelizmente para o ambiente, a reciclagem de pneus implica um pagamento por parte da entidade que fornece os pneus. Os preços são na ordem dos 5$ por kg, mais IVA, no caso de pneus de veículos ligeiros e de 8$ mais IVA, no caso de pneus de veículos pesados."

E por isso mesmo, nos montes e serras vizinhas das nossas cidades, o espectáculo frequente e degradante de "resmas" de pneus, quantas vezes a arder, empestando o ar que respiramos! E nas nossas discussões, mais ou menos "acesas" sobre as características e qualidades das marcas dos pneus que utilizamos, quantas vezes ou nos esquecemos ou desdenhamos dos pneus reconstruídos e reciclados. E neste aspecto poucos de nós estarão em situação de poder atirar a "primeira pedra". Vamos reflectir ?


"E o Tejo lá ao fundo. 
A tecnologia não é apenas utilizada por gente inteligente..."


Com esta imagem o Paulo Alves conseguiu surpreender-me: Já vi quase todo o tipo de lixo nos locais mais inconcebíveis, mas este enquadramento tanto quanto me recordo, representa algo de inédito para mim! 

E damos novamente a palavra a Helena Simões: 

"O ciclo de vida dos equipamentos electrónicos é cada vez menor, resultando na sua acumulação crescente em locais ilegais, em depósitos criados pelas autarquias ou nos Eco centros. Alguns dos seus componentes (como por exemplo o cádmio), são muito perigosos, nomeadamente a nível da sua acumulação nos solos, outros são raros e valiosos. Factores como estes levaram à criação da Interecycling, situada em Santiago de Besteiros, a qual possui quatro linhas de reciclagem abarcando os equipamentos eléctricos e electrónicos e os cabos eléctricos."

"O problema das lixeiras clandestinas, nomeadamente daquelas onde é predominante a deposição de pneus inutilizados e material informático, resulta da enorme falta de civismo que grassa no nosso território e da falta de meios de fiscalização e punição exemplar das infracções. Como não é possível colocar um polícia atrás de cada português, é fundamental que não se perca nenhuma oportunidade de alertar e formar a população em geral "

Todos nós, os "que mexemos" em computadores, temos neste domínio uma responsabilidade acrescida, pelo que deveremos fazer da reciclagem, por exemplo na reutilização e aproveitamento de consumíveis, um hábito corrente. Todos ganharemos, no imediato sob o ponto de vista económico, no curto e médio prazo, na protecção e preservação do ambiente.


"Os passeios TT, feitos de forma consciente, podem ajudar a manter os trilhos transitáveis por exemplo para os Bombeiros em caso de incêndio" 
(Foto de Paulo Alves - Fórum-TT) 


Deixamos propositadamente para o fim esta imagem, predominantemente "verde", na esperança de que sejamos capazes de fazer passar e vingar a mensagem que ela encerra. 

Muito há ainda a dizer sobre os temas que agora apenas afloramos de forma demasiado simplista. Fica por isso lançado o "desafio" a todos aqueles que se interessam por estes temas, que representam realidades que, de forma insidiosa mas imparável, nos estão a "minar" o ar que respiramos, a água que bebemos e os alimentos que comemos, para que se manifestem e colaborem da forma que entenderem mais adequada. 

Todo e qualquer contributo para esta cruzada será bem vindo. 
Obrigado. 


Fotos de Paulo Alves, do Fórum-TT 
Colaboração do Consultor de Ambiente NATURLINK, Helena Simões.

Edição TTVerdePT,
13.11-2001
A. Oliveira 



 

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