A nossa primeira visita a locais desta cidade com interesse arquitectónico terminava na zona do Bessa, outrora rica em mansões e palacetes deslumbrantes e hoje completamente descaracterizada.

 
Daí, descemos a Avenida da Boavista e voltamos à Avenida Marechal Gomes da Costa, desta vez para descermos à “Foz”, a frente fluvial e marítima da cidade, outrora pequena aldeia piscatória situada no reencontro do rio Douro com o Atlântico, mais tarde local de veraneio para famílias abastadas do Porto e agora zona de habitação integrada na cidade. 

Na Avenida Marechal Gomes da Costa abundam as vivendas condizentes com o estilo-de-vida dos seus proprietários. Retratámos uma, mais ou menos ao acaso, inserida num magnífico jardim, mas muitas outras haveria. 


Chegados ao “Mercado da Foz”, viramos à esquerda em direcção à zona do “castelo da Foz”. Aí, estacionamos o Land-Rover frente ao carismático e agora bem-conservado «Hotel Boa-Vista» para irmos a pé à procura de motivos interessantes para fotografar.

 

 

E eles abundam naquela zona! São pequenas ruas, muitas delas com casario baixo, casas encostadas umas às outras, varandins recheados de floreiras, beirais de telhados desencontrados, tudo dando um ambiente acolhedor, de aconchego e dando provas evidentes do decorrer inexorável do tempo!

 

 

Não resistimos a incluir uma fotografia de varandins na rua da Bela, singela homenagem pessoal ao “owner” desta página, ali nascido.

 

Muitas memórias nos vieram à mente naquela zona, cenas passadas nos anos 50, 60 e 70 do séc. XX, desde as idas à carismática loja de especiarias “Casa Teixeira da Costa” e depois ao ultra-famoso “Augusto”; visitas à casa de Arthur Kendall, ali na Cantareira, que tinha na sua cave um comboio-eléctrico miniatura como em Portugal poucos devem ter existido; o primeiro salvamento marítimo a que assisti – a retirada por helicóptero da tripulação do “Silver Valley”, encalhado à frente da barra  do rio; os tempos áureos da discoteca “D. Urraca; as “conspirações” utópicas no bar do já mencionado «Hotel Boa-Vista», logo a seguir ao “25 de Abril”; enfim, sensações que vão perdurando na nossa mente e que regressam sempre que se revisita o local.

 


Quis o acaso que os portões do «Castelo de S. João da Foz do Douro» estivessem abertas, o que nos proporcionou umas belíssimas vistas sobre a barra do rio, os seus molhes do lado norte com o carismático farol na ponta do molhe denominado de “Felgueiras”; e sobre os “courts” de ténis do «Lawn Tennis Club da Foz», de onde tantos e tantos campeões nacionais desta modalidade emergiram em tempos idos. 



Daí descemos aos molhes propriamente ditos, para respirar o salitre atirado para o ar pelas ondas que constantemente se quebram na zona, e impelido pela nortada característica do litoral marítimo do nosso país. 

As fotografias que tirámos na zona só retratam de forma pálida o ambiente, a luminosidade, a força dos raios solares e o cheiro da maresia - encanto de romantismo puro de toda aquela zona!

  

Só que o relato não ficaria completo sem uma visita demorada a um dos mais belos jardins públicos de toda a cidade do Porto: o jardim do Passeio Alegre. As fotos que publicamos dispensam mais palavras. Local mais que aprazível, retemperador do “stress” acumulado durante a semana...

 

Após uma certa pausa naquele jardim, iniciamos a subida do rio. Passamos pelo esporão com o edifício dos “Pilotos”, onde gerações de profissionais de pilotagem marítima zelaram pela correcta passagem de todo o tipo de embarcações pela mortífera “barra do Douro”, observamos os velhos “lobos do mar” na Cantareira, ali logo ao lado e fomos subindo até ao jardim do Ouro. 



A fotografia que aqui publicamos ainda o mostra como foi, antes da “renovação” actual... 

Uns metros mais acima funcionam ainda hoje os estaleiros do Ouro, onde outrora enormes quantidades de embarcações foram construídas, desde pequenos barcos a remos até grandes naus, rivalizando com os estaleiros de Vila do Conde.

 


Daí até Massarelos, logo acima da ponte da Arrábida foi um pulo. Estacionamos defronte do “Museu do carro eléctrico”, de onde se tem uma vista soberba sobre aquele autêntico monumento de engenharia filigrana que é a «Ponte da Arrábida».



E
por aqui nos ficamos por ora, não desperdiçando a oportunidade para ir ao interior do referido Museu, que se espera vir a dar ainda um grande contributo ao transporte público da cidade do Porto, quando a nova rede de “eléctricos” estiver concluída.

 

Texto e Fotos de Carlos Gilbert.
Porto 31 de Março de 2002


Click  aqui  para ver o álbum completo !
Click para ver o álbum completo 

Parte I

Parte III

Topo da página



 

O conteúdo dos textos  e noticias é de inteira responsabilidade dos seus autores.
O TTVerde.com reserva-se o direito de não publicar textos que considere menos adequados ou ofensivos.

| Home | Eventos | Opinião | Noticias | Citações | Álbum | Arquivo | Contacto | Links | Associações | Zaping | Clássicos |


Alojamento Maxideia