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Comunicado da Quercus - Núcleo de Lisboa

Portagens na CREL não contribuem para uma política eficaz de mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa

Site do Núcleo de Lisboa da QUERCUS


É do conhecimento geral a grave situação de congestionamento permanente do tráfego rodoviário que afecta a Cidade de Lisboa e os seus principais acessos, com graves consequências ao nível de qualidade do ar, aumento do ruído, consumos energéticos, perdas de produtividade, custos sanitários resultantes do aumento de situações de stress crónico, aumento da sinistralidade rodoviária, entre outras.

Torna-se pois óbvia, sendo aliás consensual nos meios técnicos e científicos e até mesmo objecto de uma recomendação da União Europeia, a necessidade da existência de vias de distribuição de tráfego que previnam o atravessamento de zonas urbanas densamente povoadas, como o é o exemplo da CREL.

Actualmente, verifica-se ainda a inexistência de um sistema integrado de portagens de acesso à capital que desincentivem o uso irracional do transporte individual e que estimulem a adopção de medidas que promovam uma mobilidade sustentável.

A implementação do princípio do utilizador-pagador, se bem que desejável em alguns casos, deverá ser aplicada no âmbito de uma política mais vasta de transportes e de mobilidade e acessibilidades. A aplicação de uma portagem numa via radial, sem que existam alternativas eficazes de utilização do transporte colectivo, ou sem que existam outras formas de disuassão do uso do automóvel nas zona envolventes, e em particular nas zonas centrais, não se afigura como uma medida eficiente para a promoção de uma mobilidade sustentável, podendo mesmo revelar-se contraproducente ao induzir o aumento do tráfego nas outras vias.

A introdução de portagens na CREL, tal como foi apresentada, afigura-se uma medida casuística e determinada por razões não directamente relacionadas com as questões de mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa. Desenquadrada de uma política de transportes e de outras medidas que a suportem, esta medida poderá constituir um retrocesso no sistema de circulação rodoviária das zonas Norte e Oeste da Área Metropolitana de Lisboa, aumentando o afluxo de trânsito ao centro da Cidade de Lisboa, penalizando as populações que habitam na periferia e exercem a sua actividade na capital.

A Quercus considera pois que a implementação do sistema de portagens na CREL irá afectar significativa e negativamente todo o sistema de trânsito e circulação na área, e na própria cidade de Lisboa.

A Associação considera ainda que a medida não serve quaisquer propósitos de melhoria da rede de transportes públicos e não contribui para elevar os níveis de qualidade de vida dos cidadãos.

Quercus – Núcleo de Lisboa

Lisboa, 17 de Dezembro de 2002

Para mais informações, contactar: Eng. Carlos Moura (917900935)


 

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