©TTVerdePt (2000)   

Cancelamento do Trial dos Campeões

Comunicado nº 1/02 da STT do GDE 

Serve este comunicado para anunciar oficialmente o cancelamento da edição de 2002 do “TRIAL DOS CAMPEÕES”, decisão que embora tenha sido assumida por unanimidade pela Direcção da Secção de Todo-o-Terreno do Grupo Desportivo do Estreito - GDE, muito lamentamos. Aproveitamos para relembrar que esta decisão foi também subscrita pela Direcção Geral do Clube Desportivo do Estreito de Câmara de Lobos – Região Autónoma da Madeira.

Como é óbvio, na base desta decisão estiveram razões muito fortes, conforme se poderá constatar pela exposição que a seguir apresentamos.

1- No início da época de 2001, o GDE aceitou o desafio para integrar o projecto “Criterium” que incluía a organização na Região Autónoma da Madeira da prova de consagração designada por “TRIAL DOS CAMPEÕES”. Na sequência da aceitação do referido desafio, foi formulado um regulamento geral do “Criterium”, no qual se confirma a organização da mesma, através dos artigos 21º, 22º e 23º. Por outro lado, os comunicados da APOT&N nº 4, 5, 12 e 21, confirmam o exposto anteriormente

2- Aquando da realização da 4ª prova do “Criterium”, organizado pelo “Turbo Clube” e no qual o GDE esteve presente, foi assinado o protocolo de cooperação entre a APOT&N e o nosso clube, protocolo esse que devido à sua importância, foi também “apadrinhado” pela própria Direcção da FPTT.

3- Depois do compromisso assumido, o GDE fez um esforço extraordinário para estar presente em três feiras (Feira do Desporto e Lazer, realizada no Funchal; Feira do Montijo Aventura Ambiente e Expo Aventura em São João da Madeira), para além de ter estado presente também nas últimas duas provas (SALIR e MONTIJO), como forma e com o objectivo de promover e divulgar a realização do evento em questão “TRIAL DOS CAMPEÕES” e auscultar os potenciais participantes sobre as suas sugestões para a montagem de uma prova à medida e ensejo dos mesmos.

4- Um dia após a realização da Expo Aventura, o GDE foi verbalmente informado pelo Sr. Vasco Silva da APOT&N, sobre a necessidade de garantia de cobertura dos seguintes encargos extraordinários:

a)- 10.000$00 (dez mil escudos) por equipa participante, referentes ao seguro de responsabilidade civil;

b)- 3.000$00 (três mil escudos) por participante, referentes ao seguro sobre acidentes pessoais; 

c)- pagamento de 3% do valor da inscrição para donativos à FPTT; 

d)- pagamento de 200.000$00 (duzentos mil escudos) para recolha de imagens em vídeo pelo Sr. Leonel Mateus, destinando-se estas imagens à SportTV.

Na oportunidade, o GDE concordou com as questões das alíneas a), b) e c), mas desde logo manifestou a sua discordância com a questão da alínea d), embora tivesse também garantido que a recolha de imagens e cedência das mesmas para qualquer utilização por parte da APOT&N e para qualquer canal de televisão seriam cedidas gratuitamente. O GDE tem formas muito menos onerosas de concretizar o referido trabalho e com a qualidade e celeridade que nestas situações se impõem, pelo que o valor em questão imposto pela APOT&N não fazia nem faz qualquer sentido. Por outro lado, o GDE tem um excelente relacionamento com a equipa correspondente da SportTV na Região Autónoma da Madeira, e também já tinha garantida a sua presença na prova a custo zero, pelo que também por esta razão não se compreende a irredutibilidade da APOT&N quanto à questão da deslocação de uma pessoa à nossa Região. 

5- A 23 de Novembro de 2001 a OPOT&N exigia ainda por fax ao GDE as seguintes condições e também pela primeira vez foi feita referência a alguns pontos do caderno de encargos cuja existência desconhecíamos:

· Pagamento de mais 50.000$00 (cinquenta mil escudos) para despesas de funcionamento da APOT&N;

· A garantia de presença de uma extensa lista de órgãos de comunicação social, cujas comitivas incluíam assistentes, e alguns deles representavam duplicação ou criação de custos não previstos inicialmente. São os casos da RTP e SportTV, canais de televisão com delegações na Região. Compreendemos e orgulhamo-nos da vontade que desperta nas pessoas uma deslocação à nossa Região Turística, mas certamente que compreenderá qualquer bom gestor de eventos que não se deve abusar nunca da boa vontade e tradição anfitriã, neste caso dos madeirenses, principalmente quando existe um orçamento a respeitar. 

6- Apenas a 31 de Dezembro de 2001 (a cerca de 27 dias da realização da prova na Região Autónoma da Madeira), foi enviado por fax pela APOT&N um documento designado por “PROPOSTA DE CADERNO DE ENCARGOS”. Refira-se que este documento não tem qualquer validação jurídica devido aos seguintes factos:

· Não estar assinado por todos os clubes e entidades nela mencionadas;

· Nem sequer constar o nome do GDE entidade nomeada como principal organizador da prova, nem tão pouco ter sido previamente do seu conhecimento a existência da referida proposta de caderno de encargos;

· As assinaturas constantes no referido documento não terem sido reconhecidas;

· O referido documento não passar de uma mera PROPOSTA, o que implica obrigatoriamente à discussão do mesmo por todas as partes interessadas e envolvidas, para só então passar a ser o Caderno de Encargos Oficial.

7- Sempre houve pela parte do GDE a preocupação em garantir a realização de um evento de elevado índice qualitativo quer desportivo, quer social. Para o efeito, estabeleceu um protocolo com a empresa madeirense JV Consultadoria de Marketing, Lda., empresa altamente qualificada no âmbito do Marketing Desportivo e com a realização entre outros, dos eventos que a seguir se descriminam:

· Campeonato do Mundo de Voleibol de Cadetes Femininos 1999

· Rally da Camacha 

· Rally de Santa Cruz

· Torneio Internacional de Voleibol de Praia do Porto Santo

· Projecto Sensação Yaris 2001

· Participação da equipa Rosário Madeira Team nas 24 Horas de Paris

· Regata Internacional Canárias / Madeira 2001

· Plano de rentabilização do investimento em patrocínios no Rally Vinho da Madeira para as empresas TMN e BPI em 2000 e 2001.

O trabalho de preparação do TRIAL DOS CAMPEÕES” começou a ser preparado em Julho de 2001, o que demonstra também do profissionalismo e empenho do GDE e da empresa JV, aliás visível através do site específico criado para o efeito.

Para além desta parceria, foi também estabelecido um protocolo com a empresa AMAWEB, responsável pela gestão dos resultados e classificações no Rally Vinho da Madeira, para a gestão de todos os dados estatísticos e da classificação.

No que à garantia de satisfação das imposições colocadas pela APOT&N diz respeito, o GDE teve o cuidado de garantir o seu cumprimento por via fax a 10 de Dezembro de 2001, pese embora a discordância com os aspectos já anteriormente referidos e o incompreensível atraso no envio do suposto caderno de encargos.

8- Não obstante ter sido manifestada a nossa vontade em garantir todas as condições para a realização de uma prova de elevado nível desportivo e social, a 26 de Dezembro de 2001 (a cerca de um mês da realização da prova), foi decidido unilateralmente pela APOT&N supostamente em conjunto com os organizadores de oito provas do “Criterium” e sem a presença do GDE, a alteração do local da Cerimónia de Encerramento e entrega de prémios, passando-a para o Hotel / Casino Solverde em Espinho. Esta deliberação desrespeita o Regulamento Geral da Prova que previa a concretização daquele importante evento dentro do âmbito do programa do TRIAL DOS CAMPEÕES a realizar em Janeiro de 2002 na Região Autónoma da Madeira. Com esta mesma decisão, comunicada ao GDE por fax, a APOT&N garantiu a inviabilização da realização do evento na data e local previstos na Madeira, já que a data apontada para a entrega dos prémios em Espinho, é exactamente a mesma que a marcada no regulamento para a sua realização na Região Autónoma da Madeira, o que impossibilita a presença dos concorrentes na nossa Região para participar na prova, o que pode perfeitamente ser entendido como uma forma de boicote à mesma. 

9- Face a esta situação, o GDE manifestou por fax (a 31 de Dezembro de 2001), a sua total estupefacção e repúdio pelas inqualificáveis posições tomadas pela APOT&N, que violam todos os princípios e espírito do projecto pela qual deveria ser aquela instituição a guardiã suprema.

10-Esgotadas todas as tentativas de entendimento com a APOT&N, decidiu assumir o GDE as seguintes posições:

a)- Cancelar de imediato a realização em 2002 do TRIAL DOS CAMPEÕES; 

b)- Retirar toda a confiança depositada de boa fé nos actuais dirigentes da APOT&N que em 2002 serão também responsáveis pelo Campeonato de Trial e Navegação já sobre a égide da FPTT, pois estes, contrariamente ao que deviam, só estão a criar a total descredibilização da modalidade no nosso país; 

c)- Tomar as medidas legais necessárias por forma a responsabilizar pública e juridicamente os culpados dos danos causados ao GDE quer em termos financeiros, quer termos morais; 

d)- Tudo fazer para que a modalidade que tanto amamos não caia nas mãos de alguns “senhores” que de forma errada e abusiva querem auto proclamar-se “donos” da mesma. 

Mercê de um longo e árduo trabalho em prol da modalidade, o GDE nunca precisou da actual Direcção da APOT&N para organizar eventos de sucesso, pelo que estamos certos de que a modalidade na Região Autónoma da Madeira só virá a ganhar com o actual rompimento de relações com esta Direcção daquela instituição que merecia ter sem sombra de dúvidas, pessoas mais credíveis e capazes de a honrarem. Esperemos que os clubes que integram a FPTT tenham a vontade e capacidade de promoverem a “revolução tranquila” que se impõe para que o futuro seja mais promissor para a modalidade no nosso país. 

Certos de que muito mais haveria para dizer, ficamo-nos para já por estes assuntos, na certeza porém de que na Região Autónoma da Madeira tudo iremos fazer para o desenvolvimento da modalidade que a quase todos nos une.


Com os nossos melhores cumprimentos

Pela Direcção da Secção de Todo-o-Terreno do GDE 

(Alberto Rosário Ribeiro Pestana)

distribuido por JV-Consultadoria 
14 de Janeiro de 2002

[jv@madinfo.pt]

 

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