©TTVerdePt (2000)   

Água : o ouro azul do século

Durante a Conferência Internacional sobre Água, em Dublin, no ano de 1992, a data de 22 de março foi escolhida para comemorar o Dia Internacional da Água. No ano de 2000, mais uma reunião internacional aconteceu em Haia, através do Fórum Mundial das Águas.

Estes eventos marcam um novo momento da sociedade internacional, preocupada com a preservação dos recursos hídricos para prover a segurança da água no século XXI.

Considerada como o ouro azul deste século, a água será o recurso tão ou mais importante que foi o petróleo há alguns anos.

Segundo o jornalista e economista Joelmir Betting, a relação de valor entre água e petróleo já é, em alguns países do Oriente Médio, de 1 para 5. Isto quer dizer que, para comprar um barril de água, é preciso vender 5 barris de daquele que já foi considerado o “ouro negro”.

E a disputa não acaba por aí, pois, actualmente, cerca de 70 regiões do globo já convivem com violentos conflitos pelo controle da água potável.

“Para a escassez dos combustíveis existem soluções químicas, o que não vale para os recursos hídricos”, destaca Joelmir.

Só para dar um exemplo: o rio Amarelo, na China, não chegou ao mar em 2000. O fato está obrigando o governo chinês a modificar a estratégia para garantir o desenvolvimento industrial. Assim, o país mais populoso do mundo e que tem a agricultura como base económica, terá de reduzir a produção de grãos, passando a importar alimentos.

Conta gotas

Aparentemente, o Brasil está numa situação confortável. O país possui 13,7% da água doce do planeta e 66,6% da reserva subterrânea do mundo. Porém, 80% deste “universo de água” está nos rios da Amazônia e somente 1,6% no estado de São Paulo. Uma inversão trágica, já que menos de 5% de toda a população brasileira está na Amazônia e a grande parte no Sudeste.

A Organização Mundial estima em 1 milhão de litros o mínimo de água disponível para cada habitante/ano. Mas na Região Metropolitana de São Paulo, segunda maior concentração demográfica do mundo, a oferta é de 200 mil litros de água por pessoa ao ano.

Não é para menos que existe a “importação do ouro azul” de uma bacia hidrográfica para outra. O maior de todos os exemplos está no fato de que mais da metade da água que abastece a Grande São Paulo provém da bacia do Piracicaba, aduzida através do Sistema Cantareira - responsável pela produção de cerca de 33 mil litros de água por segundo.

Se toda água existente no Brasil fosse colocada em um barril, apenas uma colher seria a quantidade disponível para o estado de São Paulo.

Quantidade x qualidade

Além da quantidade de água para atender 17 milhões (*) de pessoas, é necessário se preocupar com a conservação das fontes de abastecimento  os chamados mananciais.

Aliado ao aumento do consumo de água está o crescimento desordenado da metrópole que atinge as áreas de proteção de mananciais e compromete a qualidade e a quantidade de água disponível ao abastecimento.    

Atualmente, cerca de 1 milhão de pessoas vivem no entorno das represas Billings e Guarapiranga, situadas na zona sul da Capital e responsáveis pelo fornecimento de água para 26% da população da Grande São Paulo.

Ainda que existam leis impedindo o uso e a ocupação destas áreas, a Sabesp não possui poder de polícia para impedir o avanço da população às margens das represas água do manancial, menor o custo do tratamento. “Se compararmos numa escala de 0 a 10 o custo de tratamento entre o sistemas, teremos o Alto Cotia – situado numa região altamente preservada – com custo 1 e o Cantareira com custo 2.  Já o Guarapiranga varia de 4 a 8, dependendo da época do ano quando é necessário adicionar carvão ativado a partir de um tratamento avançado para combater o problema de gosto e odor na água provocado pela proliferação de algas”, destaca Antonio Marsiglia Netto, vice presidente da Metropolitana de Produção de Água da Sabesp.

 Nos últimos anos, quase 10 milhões de reais foram investidos no Sistema Guarapiranga em estudos, sistemas de tratamento avançado e monitoramento da represa em tempo real com bóias e sensores eletrônicos.

Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - SABESP  (Brasil)  

(SABESP, 21 Março de  2001)
www.sabesp.com.br

(*) - " ...
17 milhões "
: este número refere-se apenas e tão somente à região metropolitana de São Paulo - onde é  mais critica a situação do abastecimento.."


Contributo oficial  da  Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - SABESP., encaminhado de Além-Mar, do País Irmão,  por um Companheiro de  fora-do-asfalto e também preocupado com a preservação possivel do meio Ambiente, a quem TTVerdePt publicamente agradece, por assim lhe permitirem, associar-se  ao Dia Mundial da Água.  

À SABESP e ao Paulo Piacitelli o  nosso muito obrigado!

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