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Trial 4x4, FPAK e ainda FPTT

Não conseguindo resistir a manter-me alheado a todas as polémicas que nos últimos tempos têm surgido em torno desta modalidade de TT, é na qualidade de participante assíduo nestas competições que exprimo as seguintes opiniões que são evidentemente pessoais.

Depois de ter participado em algumas provas do TNT e no Criterium de Navegação e Trial que decorreu o ano passado organizado pela APOT&N e apadrinhado pela FPTT e, na sequência dos muitos comentários gerados em relação à postura da FPTT sobre competições oficiais, cartões de praticantes TT e de crédito chego Às seguintes conclusões.

Parece-me cada vez mais evidente que a Federação Portuguesa de Todo Terreno Turístico não poderá facilmente conciliar no seu seio duas vertentes de Todo Terreno tão distintas como a de competição e a Turística.

Se por um lado era evidente a falta de uma entidade que apadrinhasse uma competição de Trial atribuindo-lhe uma respeitabilidade e a regulamentasse de forma a evitar as polémicas surgidas em relação às diversas provas realizadas, era também evidente que faltava uma entidade que de uma forma séria, dedicada e desinteressada defendesse os milhares de adeptos do todo terreno turístico (que são a esmagadora maioria dos praticantes de TT) e que sem dúvida deveriam estar representados por um organismo que defendesse os seus interesses protegendo a prática da modalidade assim como o meio ambiente em que esta decorre.

A meu ver esta entidade a que poderemos chamar Federação Portuguesa de Todo Terreno Turístico, deveria dedicar todas as forças, influências e energias a promover o Todo Terreno em simbiose com o turismo, tentando desta forma travar um processo que indubitavelmente chegará à proibição da circulação de veículos fora da estrada, mesmo que de uma forma simples, ordeira e respeitadora com fins turísticos e de lazer.

Parece-me que tendo colocado a mesma entidade a defender e promover actividades tão diferentes, se acabou por obter uma federação que na realidade ainda não percebi muito bem o que defende.

Embora não lhe retire os méritos do trabalho desenvolvido, parece-me que se os recursos desta entidade forem gastos nas (polémicas) organizações de competições, em cartões de credito ou de praticantes, em observações de passeios organizados pelos seus filiados (como juízes de procedimentos presumo?), esta entidade não teria como se propor a ser considerada de utilidade pública e talvez se devesse associar a uma qualquer organização empresarial, pois todos os restantes amadores (e chamo amadores aos que amam realmente sem mais nenhuma intenção, disfrutar dos prazeres tranquilos dos passeios fora de estrada) não me parece que se possam rever numa entidade com esse fim.

Daí que me parece lógico que apareça agora um regulamento emitido pela FPAK que não dissimula as suas intenções totalmente vocacionadas para a competição permitindo assim aos interessados realizar e participar em competições cujo regulamento se encontra definido por um organismo que tradicional e oficialmente rege as competições automóveis.

Também me pareceria lógico uma federação ou outro qualquer organismo que promovesse, incentivasse e defendesse a prática do todo terreno turístico, definindo rotas e procedimentos autorizados, publicando roteiros, organizando e participando em eventos e feiras de promoção turística em conjunto com outros organismos vocacionados também para a promoção do lazer em forma de Turismo, contribuindo assim de uma forma sincera para a defesa e promoção desta prática conseguindo desta forma impor-se como uma mais valia a ter em conta por entidades e personalidades que olham para os "TTzistas" com olhares desconfiados.

Em relação à competição que tanto aprecio desejo sinceramente que exista futuramente um entendimento entre os organizadores, de moldes a que prevaleça o gosto pela actividade e que as mesquinhices e desentendimentos pessoais não sejam impedimento para a realização de uma prova que sirva em primeiro lugar aqueles que lhe dão vida... ou seja , os participantes.

Fernando Lemos

12 de Janeiro de 2002

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