©TTVerdePt (01-12-2000)   

Opinião


O TT Livre e a responsabilização.

Uma tentativa de desmistificar dois opostos: o do todo-o-terreno organizado o do independente.

Concorda com o TT Livre, em que dificilmente se pode apontar, acusar e principalmente responsabilizar alguém pelos "crimes" que eventualmente provoque?
Luís Lopes in Forum-TT (a lista).

Destaco: "Concorda com o TT Livre"

Sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim, sim!

Há aqui duas questões diferentes mas que estão a ser confundidas.

Uma primeira questão tem a ver com o facto de precisarmos de um maior controlo sobre a utilização de recursos comuns. Isto é muito lato e abrange desde aspectos como a poluição, a sobre-exploração, etc., até à mais simples utilização de um caminho rural ou um corta-fogo.

No caso do TTT é a utilização de caminhos, mais que qq outra coisa, que está em causa. É inegável que terá de haver maior controlo. É inegável que as autoridades com responsabilidade nessa área devem ser mais actuantes. É discutível se a vaga e diversificada comunidade de cidadãos utilizadores deve ou não ser activa no apoio a essas autoridades. É minha opinião que sim. Creio ser também a opinião do Álvaro Oliveira, creio ser a sua acção, entre outros meios através do TTVerdePt.

A outra questão tem a ver com a demonização que, por vezes, se tenta fazer do ora designado por TT Livre (suponho que à semelhança do caçador livre, mas admito que possa ser uma suposição abusiva).

O nosso demónio comum não é o facto de o TTT ser livre ou organizado, mas sim o facto de ser civilizado ou selvagem (1).

Os piores impactos, é a minha opinião, têm sido provocados pelas más organizações, mais do que pelos maus indivíduos. Aliás os impactos são sempre maiores quando a quantidade é maior, para o mesmo comportamento. Isso tem a ver com organizações muito grandes e não tão cuidadosas como isso mas também, reconheço e saliento, com alguns RB com demasiada divulgação, que lançam centenas de pessoas sem apoio ou suporte para os locais que assinalam.

As acções mais recentes da FPTT parecem ser no sentido de quererem controlar e eliminar as más organizações. Aplaudo!

Por falta de informação, por receio, infelizmente justificado, de que uma interpretação demasiado ligeira do problema leve, por arrasto, à eliminação do direito de cidadania de contacto (mesmo que motorizado) com a natureza, têm levado a alguma confusão, neste e noutros fóruns.

À FPTT pede-se mais clareza do que aquela que tem tido até agora. Têm circulado informações de muito pouca qualidade, citando responsáveis da FPTT como fonte. A FPTT tem estado a gerir muita informação à porta fechada, apesar do congresso.

Aos apreciadores de passeios em ambiente natural, mesmo que motorizados, pede-se que deixem de olhar para os respectivos umbigos e que aceitem que a evolução negativa recente tem de ser invertida.

A todos peço eu, pessoalmente, que pensem de forma positiva, a fim de que a fruição do ambiente possa ser cada vez maior e melhor, e não menor e pior.


Oeiras, 8 de Janeiro de 2002.
Luís Avelino de Jesus Relógio Guerra Correia.
 

Notas:
(1)Não confundir civilizado com urbano e selvagem com rural.
Normalmente é precisamente o contrário.



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